O que são as Comunas?
Автор: Brigadas Populares
Загружено: 2021-06-03
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As Brigadas Populares compreende que a luta de classes no Brasil se modificou radicalmente a partir do Golpe de 2016. O arranjo político e as regras pactuadas da Nova República foram quebradas pelas forças representativas do capital e do imperialismo, se materializando no desrespeito ao resultado eleitoral e no desmantelamento da soberania nacional e dos direitos sociais e trabalhistas presentes na Constituição de 1988. A reforma trabalhista, da previdência, o desmonte do patrimônio nacional e a vassalagem aos Estados Unidos no cenário externo, entre outras iniciativas pós-2016, demonstram uma ofensiva da classe dominante que desfigurou de maneira irreversível o pacto constitucional de 1988, tendo como seu ponto mais grave, a admissão do fascismo como ator político relevante. Sobrevive da Nova República apenas sua superfície institucional, sob forte ataque e/ou cooptação das forças ultraconservadoras.
A reorganização das forças populares para o enfrentamento desse novo período, mais autoritário e mais desafiador, não se dará em curto intervalo de tempo, nem tampouco nas datas do calendário eleitoral. Os movimentos táticos de resistência e de vitórias parciais devem estar inseridos em uma estratégia de Resistência Popular Prolongada (RPP), onde possamos desgastar o inimigo, ao mesmo tempo em que preservamos e ampliamos nossas forças junto ao povo. A tarefa de acumular força na defensiva traduz de forma estratégica a compreensão de que as contradições de classe no país não se resolverão no curto prazo e de que a formação de uma esquerda revolucionária de massas, com extensa e mobilizável base social, é condição vital para o nível de enfrentamento imposto pela classe dominante e seus aliados, assim como, para superar o limitado projeto de “esquerda da ordem” a qual se restringiu o campo popular nas últimas décadas.
Os espaços de moradia da classe trabalhadora são, na configuração atual do capitalismo dependente brasileiro, suas principais redes de sociabilidade e de discussão política. São os locais onde trabalhadoras e trabalhadores se aglomeram, debatem, estabelecem relações afetivas, celebram suas festas e sua fé. Da mesma forma, as redes sociais e aplicativos de mensagem instantânea se tornaram ambiente alternativo para socialização de informações e conhecimento ao alcance de qualquer um. As Brigadas Populares aposta no trabalho de base territorial e na construção de uma rede alternativa de comunicação como os instrumentos necessários para a organização e conscientização da classe trabalhadora brasileira e a constituição de uma esquerda revolucionária de massas. Apontar essas prioridades não significa abandonar os espaços institucionais ou formas tradicionais de organização política da classe trabalhadora, que continuam como importantes áreas de atuação, mas sim, reconhecer as profundas mudanças que ocorreram no universo do trabalho nas últimas décadas, em especial no Brasil.
Como dispositivo de enraizamento territorial, as Brigadas Populares apostam nas Comunas, centros de organização política e social para fortalecimento do trabalho territorial. As Comunas desenvolvem diversas atividades, como educação popular, organização comunitária, economia popular solidária, produção comunal de bens e serviços, cultura, acolhimento de demandas do cotidiano e orientação jurídica, etc. Essas atividades respondem a demandas imediatas e criam o contexto para o estabelecimento de uma identidade coletiva e de estruturas de afeto e solidariedade que se expressam em engajamento político, solidificando a Organização junto ao povo e construindo o sujeito revolucionário da Nova Maioria.
No contexto atual da pandemia e de precarização total da vida, as Comunas são ainda mais importantes, pois se tornam em espaços de solidariedade, para distribuição de cestas básicas, kits de higiene, e conscientização dos trabalhadores sobre a prevenção ao novo coronavírus. No momento atual, as Comunas devem empreender as seguintes atividades adicionais: a) construir aparatos de comunicação para medidas de prevenção ao coronavírus e sobre a campanha de vacinação; b) manter as atividades de solidariedade, em especial a entrega de cestas básicas; c) avaliar a construção de comitês populares de saúde nos territórios; d) avaliar a construção de um “balcão de empregos populares”, que funcione por aplicativo; e) organizar e conscientizar os territórios na luta contra o fascismo e pelo impeachment de Bolsonaro, o grande responsável pelas mortes da pandemia e pelo desemprego em massa.
Esse texto é um fragmento da Análise de conjuntura das Brigadas Populares para 2021, leia a análise completa em https://brigadaspopulares.org.br/pand...
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