Pipiripau, o Mundo de Raimundo - filme de longa metragem
Автор: Presépio do Pipiripau, o mundo de Raimundo
Загружено: 2020-04-06
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Criado pelas mãos sensíveis do Sr. Raimundo Machado, o PRESÉPIO DO PIPIRIPAU é uma obra de arte popular que vem encantando a população de Belo Horizonte desde a década de 1920, e hoje ocupa um espaço privilegiado no imaginário religioso e natalino da capital mineira.
Em 1906, Raimundo Machado de Azevedo, então com apenas dez anos de idade, já frequentava com sua mãe a Igreja São José e se encantava com as figuras do presépio. Mas Raimundo sonhava mais alto, e queria ter o seu próprio presépio. Com muito esforço, comprou a primeira figura, uma imagem do menino Jesus, que cuidadosamente aconchegou com palhas de milho em uma singela caixa de papelão como manjedoura. Daí nasceu o Pipiripau. A partir daí, a cada momento, uma nova figura nascia das mãos de Raimundo – pastores, reis magos, bois e jumentos. Mas faltava alguma coisa. Por volta de 1912, Raimundo adaptou o mecanismo de um velho gramofone, adicionando polias e correias, e o Presépio mexeu-se. Um braço que sobe e desce, um movimento de pernas, uma procissão que entra na igreja. Então, não parou mais. Com o passar do tempo, o presépio alimentou-se da força do vapor e logo depois da energia elétrica. E as figuras multiplicaram-se.
Criando suas cenas e personagens bíblicos sempre a partir de materiais simples e utilizando técnicas singelas para moldar suas figuras, Raimundo foi também aos poucos acrescentando ao seu presépio o engenho de suas criações mecânicas, adaptadas a partir daquilo que aprendia em seu trabalho nas oficinas das grandes empresas da cidade em expansão. Assim Raimundo foi criando mecanismos cada vez mais engenhosos para proporcionar movimento ao conjunto da sua obra que, como Belo Horizonte, se tornava cada vez maior e mais complexa.
Funcionando a princípio na casa da família, o presépio se tornou uma atração que reunia um número cada vez maior de admiradores da obra de Raimundo. E logo chamou a atenção da imprensa, que o considerou "o mais engenhoso presépio já visto". Carlos Drummond de Andrade, sob o pseudônimo de Antônio Chrispim, publicou no Diário de Minas, em 30 de janeiro de 1927, um belo poema sobre o presépio, dizendo: ...Meus olhos mineiros / namoram o presepe / e dizem alegres: mas que bonito!". Revistas importantes do país publicaram matérias sobre ele. E o Presépio venceu os limites da casa e do bairro de seu Raimundo e ganhou a cidade. Nos jornais, a opinião era unânime: "Pipiripau, o mais engenhoso Presépio já construído".
Em 1961, Raimundo Machado foi condecorado com a Medalha da Ordem dos Pioneiros de Belo Horizonte. Em 1976, a partir de um acordo de comodato firmado entre a Universidade Federal de Minas Gerais e o artista, foi viabilizada a transferência do presépio para o Museu de História Natural, sendo aberto à visitação pública. O presépio foi finalmente adquirido pelo Museu em 1983, sendo tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em 1984.
Raimundo continuou criando peças e cuidando do seu presépio até pouco antes de sua morte, em 1988. São, ao todo, 580 figuras móveis distribuídas em 50 cenas que desenham um grande cenário da vida de Cristo. Preservado em respeito à memória de Raimundo Machado e mantido como um patrimônio vivo de nossa arte popular, o Presépio do Pipiripau já faz parte da história de Belo Horizonte e da religiosidade de seu povo.
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