POR QUE AS PESSOAS VIVEM NO AUTOMÁTICO? A ETERNA BUSCA POR PLENITUDE
Автор: Felipe Gava | Pensando Alto
Загружено: 2026-01-05
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POR QUE AS PESSOAS VIVEM NO AUTOMÁTICO? A ETERNA BUSCA POR PLENITUDE
Viver no automático é talvez o maior sintoma espiritual do nosso tempo. A rotina, o excesso de estímulos e a pressão por eficiência nos transformaram em seres que funcionam, mas não vivem. Fazemos o que é esperado, seguimos o que é imposto e repetimos gestos sem consciência. O homem moderno, cercado por conforto e tecnologia, perdeu o espanto diante da própria existência. Vive como máquina, com o olhar fixo nas tarefas, não nos significados. E é exatamente contra essa vida mecânica que o romantismo e o existencialismo, cada um a seu modo, levantaram suas bandeiras.
Os românticos do século XIX viam a vida autêntica como um ato de criação e rebeldia. Rejeitavam a frieza da razão iluminista e o conformismo social, buscando a intensidade da experiência, a pureza da emoção, o contato com a natureza e a arte. Viver, para eles, era sentir profundamente — mesmo que isso significasse sofrer. A autenticidade romântica era o grito contra a normalização da alma. Já os existencialistas do século XX, de Kierkegaard a Sartre e Camus, enxergaram a autenticidade como um fardo moral: o dever de escolher e assumir a própria vida num mundo sem garantias. Se os românticos queriam viver poeticamente, os existencialistas queriam viver responsavelmente.
Mas a verdade incômoda é que a maior parte da história humana foi vivida no automático. Durante 200 mil anos, a espécie lutou apenas para sobreviver: comer, procriar, não morrer. O cotidiano da humanidade sempre foi banal, dominado pelos imperativos biológicos. A consciência plena é um luxo recente — e talvez por isso nos angustie tanto. Quando a sobrevivência deixou de ser o problema, a questão passou a ser o sentido. O vazio que sentimos hoje é o eco de uma história em que o homem sempre existiu, mas raramente viveu de fato.
O desejo de autenticidade é, portanto, o novo nome da antiga busca por transcendência. É a tentativa de escapar do piloto automático e reencontrar o sabor da existência. Não se trata de viver em êxtase, mas de recuperar a presença: olhar, escolher, sentir e agir com consciência. Os românticos chamavam isso de alma; os existencialistas, de liberdade. No fundo, ambos diziam o mesmo — que viver de verdade é resistir à banalidade. E talvez a coragem mais rara hoje seja justamente essa: não deixar que a vida se torne apenas uma sequência automática de dias.
Felipe Gava é professor de Sociologia e Filosofia desde 2008, formado em Ciências Sociais pela Unicamp e doutor em Ciência Política pela UFSCar, com estágio no Colorado College, nos EUA. Com ampla experiência no ensino e pesquisa em Humanidades, busca conectar teoria e realidade contemporânea, tornando o pensamento crítico acessível e relevante para diferentes públicos.
Pensando Alto é um canal dedicado à divulgação de temas de Filosofia, Sociologia e Humanidades, trazendo uma abordagem instigante e acessível para quem quer compreender melhor as ideias que moldaram o mundo. Aqui, exploramos de forma leve e descontraída como as teorias mais consagradas do pensamento ocidental dialogam com temas contemporâneos, desde cultura digital e redes sociais até política, comportamento e grandes questões do nosso tempo. Se você gosta de aprender, questionar e pensar criticamente sobre o mundo, está no lugar certo!
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