CAMÕES: BUSQUE AMOR NOVAS ARTES, NOVO ENGENHO
Автор: Expandindo o Português
Загружено: 2022-03-19
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O vídeo traz explicações sobre o soneto de Camões: "Busque Amor novas artes, novo engenho".
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/ @expandindooportugues259
Link do vídeo "ESCANSÃO" (DIVISÃO DE SÍLABAS POÉTICAS)
• COMO FAZER ESCANSÃO DE VERSOS?
Link do vídeo "EU LÍRICO"
• O QUE É "EU LÍRICO" DENTRO DE UM POEMA?
Link do vídeo "ESQUEMA DE RIMAS"
• CLASSIFICAÇÃO DE RIMAS PARTE 1
O poema possui dois quartetos e dois tercetos com versos decassílabos e esquema de rimas abba – abba – cde - cde
Poema lírico de 1595 – Classicismo
O Amor é personificado.
Busque Amor novas artes, novo engenho,
para matar-me, e novas esquivanças;
que não pode tirar-me as esperanças,
que mal me tirará o que eu não tenho.
Essa estrofe mostra a decepção do eu lírico em relação ao amor. Uma hipótese é de que ele tenha sofrido muito, se decepcionado e se sente ressentido.
Ele chega a desafiar o amor (Busque Amor novas artes, novo engenho, para matar-me).
Mostra-se ameaçador (novas esquivanças/desviar de novos golpes) que talvez sejam lançados pelo eu lírico.
Ele se mostra capaz de enfrentar o amor, pois não tem como esse sentimento lhe fazer mal. O maior mal seria perder a esperança. Como esta já não existe, o Amor nada mais pode contra ele.
Olhai de que esperanças me mantenho!
Vede que perigosas seguranças!
Que não temo contrastes nem mudanças,
andando em bravo mar, perdido o lenho.
O primeiro verso apresenta uma ironia, já que o eu lírico se mostra perplexo diante do absurdo de sua situação: a esperança de não sofrer mais por não ter mais esperança. Para mostrar essa perplexidade, ele utiliza um paradoxo (perigosas seguranças).
O último verso apresenta uma metáfora (bravo mar/vida agitada) e uma sinédoque (lenho/navio). Através disso, está representada a perda da esperança.
As duas primeiras estrofes mostram a razão (característica presente no Classicismo) em que o eu lírico se encontra. Ele está consciente de que o amor não lhe fará mal, pois não tem como fazer mal onde não há nada. («que não pode tirar-me as esperanças,/ que mal me tirará o que eu não tenho»)
Mas, conquanto não pode haver desgosto
Onde a esperança falta, lá me esconde
Amor um mal, que mata e não se vê.
Que dias há que n’alma me tem posto
Um não sei quê, que nasce não sei onde,
Vem não sei como, e dói não sei por quê.
O eu lírico se mostra diferente, reflexivo.
A razão dos quartetos deixa de existir quando o eu lírico se dá conta de que mesmo não havendo como seus desgostos aumentarem, o Amor ainda lhe reserva um grande mal invisível, escondido na alma.
Os dois últimos versos mostram que o amor é contraditório e incompreensível.
Figuras de linguagem: perdido o lenho (sinédoque/metonímia) lenho (matéria de que é feito o leme.
Perigosas esperanças: paradoxo
Amor: personificação
Bravo mar: metáfora (vida agitada)
Classicismo é equilíbrio: razão/emoção
ANÁLISE DO SONETO DE CAMÕES "BUSQUE AMOR NOVAS ARTES, NOVO ENGENHO"
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