ENCHENTE DE 1974 NO CEARÁ - INVERNO DE 1974
Автор: Invernos Ceará
Загружено: 2025-07-13
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As fotografias utilizadas na publicação têm como objetivo ilustrar a tragédia retratada. Todos os direitos das imagens pertencem aos seus respectivos autores ou fontes originais.
Introdução
O inverno de 1974 no Ceará foi excepcional: entre março e maio, chuvas intensas fizeram rios transbordarem e açudes sangrarem, deixando milhares de famílias desabrigadas — um volume colossal de aproximadamente 16,8 bilhões de m³ de água correu pelo rio Jaguaribe naquele ano, um registro histórico de deflúvio medido numa seção específica do rio.
Iguatu e o Vale do Jaguaribe
Em Iguatu, o Rio Jaguaribe saiu do leito com tamanha força que invadiu bairros inteiros. A Vila Neuma foi coberta por água, famílias perderam suas casas, animais e pertences. Uma criança morreu quando a lancha em que estava virou durante o resgate. A tragédia levou à criação do bairro Vila Centenário em 1975, para reassentar mais de 600 famílias atingidas. A cidade ficou paralisada, e até travessias simples, como atravessar uma rua, tornaram-se arriscadas diante da correnteza.
Orós
O açude Orós entrou em sangria, chegando a mais de 5 metros de lâmina, onde as águas atingiram áreas urbanas. O colégio da CNEC ficou submerso, com pescadores lançando tarrafas em seu interior. A força das águas destruiu estruturas, arrastou pontes e causou afogamentos durante tentativas de travessia. Foi uma das cheias mais marcantes da cidade.
Icó e o Rio Salgado
Icó teve sua área histórica inundada. O Rio Salgado cobriu ruas, monumentos e igrejas, incluindo o Teatro da Ribeira dos Icós e a Ponte Piquet Carneiro. Uma imagem aérea publicada pelo Correio da Manhã registrou a dimensão da enchente. A cidade enfrentou destruição econômica e patrimonial, com impactos severos na agricultura e pecuária.
Mombaça
O transbordamento do Rio Banabuiú, após chuvas que somaram mais de 900 mm, isolou bairros e destruiu plantações. A ponte que liga o centro a outros bairros foi encoberta. Foi um dos piores invernos da história da cidade, com perdas materiais significativas.
Tauá
Em abril de 1974, Tauá enfrentou A maior enchente de sua história, quando o Rio Trici transbordou e transformou o centro em um grande rio, especialmente na Praça Capitão Citó, onde ficava o antigo prédio dos Correios, hoje desaparecido . Naquela Sexta‑Feira Santa, com apenas 12 anos, acordei com água invadindo nossa casa próxima à ponte e fomos levados à casa da avó, na parte alta da cidade — o sertão literalmente virou mar naquela ocasião. O riacho do Pecado, na “Banca do Abemor”, bloqueou completamente o tráfego e a circulação, causando caos total; abril de 1974 teve 365 mm de chuva, concentrando as precipitações intensas que levaram ao desastre .
Canindé
Canindé sofreu com arrombamentos de açudes, destruição de lavouras e o colapso da ponte da BR-020. A cheia foi descrita como uma “seca verde”: vegetação abundante, mas sem produção devido ao excesso de água. Várias cidades da região ficaram isoladas.
Groaíras
Groaíras ficou completamente cercada pelas águas dos rios Groaíras, Jacurutu e Acaraú. Casas ruíram, lavouras foram destruídas, animais afogados. A cidade perdeu a comunicação com Sobral. A tragédia, segundo relatos e jornais como Correio do Ceará, causou mais de 500 desabrigados e prejuízos estimados em 200 mil cruzeiros. Foi considerada a maior enchente da história local.
Crateús
Crateús registrou a maior enchente de sua história. O Rio Poty avançou rapidamente sobre casas e ruas. Oficinas e residências foram levadas. Famílias relataram o medo diante da velocidade da água, e a população teve que abandonar suas casas de madrugada.
Fortaleza e Interior
Mesmo a capital Fortaleza sentiu os efeitos. Em bairros como Bom Jardim, casas de alvenaria racharam e desabaram. Famílias fugiram a tempo, e muitas assistiram à perda de seus lares. Em Tamboril, animais chegaram a se refugiar em telhados.
Aracati
Entre março e maio, Aracati foi tomada pelas águas do Jaguaribe. O governador César Cals e o ministro do Interior visitaram a cidade, prometeram intervenções no rio e ações emergenciais, que nunca foram realizadas. O único legado concreto foi o surgimento do bairro Pedregal para reassentamento dos desabrigados.
Quixeramobim
Em 1º de maio de 1974, Quixeramobim viveu sua maior enchente histórica: chuvas excepcionais em abril (234 mm, cerca de 30 % acima da média regional) provocaram o arrombamento do açude Teotônio, em Madalena, que despejou um volume descomunal sobre a Barragem de Quixeramobim, levando ao transbordamento e inundação do centro, especialmente ruas como Presidente Vargas, 14 de Agosto, Cônego Aureliano Mota, Praça Coronel João Paulino e próximo à Ponte Metálica — onde a água chegou a invadir residências até a altura dos tetos e subir cerca de 2 metros acima da varanda, isolando moradores e gerando caos generalizado .
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