Levada do Norte - C. Lobos
Автор: Sérgio Araújo
Загружено: 2020-11-02
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Levada do Norte
Levada do Norte ou Levada Ribeira Brava - Câmara de Lobos
Madre, Ribeira da Hortelã, Seixal (1.025 mts) - Fim, Sítio do Covão, Estreito de Câmara de Lobos (540 mts) - 51 km
Foi a Festa da Água, para o povo da Ribeira Brava e Câmara de Lobos, concelhos com crónica escassez de água de regadio. O 1 de Junho de 1952, foi o dia da inauguração da mais importante e maior obra realizada na Ilha da Madeira, até então, a Levada do Norte ou Levada Ribeira Brava - Câmara de Lobos.
Nesse dia, foi lançada água vinda das zonas altas das freguesias nortenhas do Seixal e São Vicente, no lanço Sul da levada. No sítio do Lombo do Monte Gordo e Boa Morte, centenas de populares, agricultores, cabouqueiros, representantes da Comissão Administrativa dos Aproveitamentos Hidráulicos da Madeira, do Governo Distrital e Central, ao som de um grande foguetório, música e palmas, observaram o preenchimento da caixa da levada com o precioso líquido, que se reunia com as muitas pétalas de flores que lhe eram lançadas.
Fruto de 5 anos de trabalho intensivo, precedido de um ano de estudo em terreno e de dezenas de anos de conjectura até à sua realização. O plano que remontava a 1927, da autoria do Sindicato Agrícola de Câmara de Lobos, seria absorvido e incluído nas grande obras de aproveitamentos hidráulicos do país, sob a égide de Salazar, cujo preceito era de «de nada se fazer sem um plano, de não o modificar em plena execução e de não o deixar a meio, para o trocar por programas de apetites». O plano seria executado na Madeira pela Comissão Administrativa dos Aproveitamentos Hidráulicos da Madeira, chefiada inicialmente pelo Dr. João Abel de Freitas e posteriormente pelo engenheiro Manuel R. Amaro da Costa.
O lanço Sul da levada do Norte ou Levada da Ribeira Brava – Câmara de Lobos, possuía uma extensão total de 35.539 metros, dois quais 33.367 em céu aberto e os restantes 2.172, divididos por 13 túneis. A rede secundária de rega, canais novos e remodelados, neste lanço, possuía um desenvolvimento de 59 quilómetros.
Na costa Norte, a levada contava com 15.706 metros, com 8.556 metros em céu aberto e 7.150 metros em 19 túneis. Foram também executadas obras de compensação pelos mananciais desviados, foi construída a Levada da Fajã do Rodrigues (6,5 km), ampliada e remodelada a Levada do Chão da Ribeira (5 km) e 11 quilómetros, de intervenções, na rede secundária na costa norte.
A contagem total de canal principal da Levada do Norte ou Ribeira Brava – Câmara de Lobos seria de 51.245 metros. A extensão total de canais novos e remodelados no âmbito deste grande projecto atingiria os 133 quilómetros.
Este empreendimento tornaria possível um caudal de rega, fora da época pluvial, de 502 litros por segundo, precedido do aproveitamento hidroeléctrico deste caudal, na central de Salazar, agora denominada de Serra de Água. Abasteceria cerca de 1.400ha de terrenos de cultivo, beneficiando 40.000 agricultores, cálculos do engenheiro Manuel Rafael Amaro da Costa, o “cabouqueiro-mor”.
Esta foi a maior Levada da Madeira até à conclusão da Levada dos Tornos, e considerada ainda, como a emblemática e mais bonita das levadas da Madeira.
A Levada do Norte ainda nos dias de hoje é fundamental no abastecimento público de água potável, regadio e produção de energia eléctrica, segundo esta ordem de prioridade. O Lanço Norte, mantêm o seu traçado e função histórica, captando e conduzindo a água para o lado Sul, obtendo a rentabilização eléctrica deste caudal na Central Hidroeléctrica da Serra de Água.
No entanto, o Lanço Sul, assume actualmente um papel secundário. A construção de vários túneis hidráulicos, incluídos no Sistema de Fins Múltiplos dos Socorridos, beneficiações importantes para a Madeira, remeteram para o abandono e para um segundo plano alguns troços da Levada do Norte. O troço entre a Central da Serra de Água e a Ribeira da Ameixieira foi abandonado. O plano de construção do túnel do Espigão, remeterá o troço entre a Ribeira da Ameixieira e a Eira do Mourão para o mesmo abandono e esquecimento.
Texto: Caminheiros anónimos.
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