João Batista Campos - Feijoada na Pressão
Автор: João Batista Campos
Загружено: 2026-02-15
Просмотров: 38
Описание:
Lá no fundo do interior, onde o tempo anda devagar
Estrada de chão batido, poeira no olhar
Eu era só um guri correndo pelo quintal
Aprendendo com a vida, sem pressa e sem igual
Casa simples, telha antiga, porta sempre aberta
Coração grande, mesa certa
E no fogão a lenha, antes do sol clarear
Já dava pra ouvir a panela cantar
Dona Márcia acordava cedo, fé na mão
Lenço no cabelo, amor no coração
Feijão de molho, carne escolhida
Cada detalhe era um pedaço da vida
A panela de pressão chiava sem parar
Parecia até que queria conversar
O cheiro tomava conta do rancho inteiro
Era feijoada, era amor verdadeiro
Eu sentava quieto só pra observar
Minha vózinha cozinhando sem reclamar
E cada colher mexendo devagar
Era um conselho que ela não precisava falar
Naquele prato tinha mais que alimento
Tinha história, suor e sentimento
Era infância, era chão, era raiz
Era pouco dinheiro, mas era feliz
E lá no fim da estrada, levantando poeirão
Vinha ele firme, sem luxo, sem ostentação
Seu Antônio Garipaldo, sorriso no rosto
Chegando devagar, do jeito mais posto
Pedalando a vida, vencendo o dia
Bicicleta velha, mas cheia de alegria
Parou na frente, me chamou pelo nome
E naquele gesto virou um homem pra outro homem
“É tua agora”, ele falou com emoção
Me entregou mais que ferro e direção
Era a história dele passando pra mim
Era um ciclo de amor que não tem fim
A bicicleta era simples, marcada pelo tempo
Mas brilhava mais que qualquer invento
Até hoje eu guardo com muito carinho
Mais que um objeto, era o meu caminho
a feijoada que minha vó fazia,
deus abençou e agradeço o meu vózinho
a bicicletinha que tenho até hoje
O tempo passou, a vida me levou
Mas dessas raízes eu nunca soltei
Do campo pro palco, do chão pra canção
Mas a essência mora no coração
Hoje quando canto, eu fecho os olhos pra ver
Minha vó na cozinha, meu vô a sorrir pra mim
A panela chiando, a tarde caindo
E eu ali, sem saber que estava vivendo o fim
Fim da infância, começo da saudade
Mas não acabou a verdade
Porque tudo que eu sou, eu sei bem dizer
Foi o amor deles que me fez crescer
Feijoada na pressão, memória no chão
Minha história é simples, mas é canção
Enquanto eu viver, vou agradecer
A vó, o vô e tudo que me ensinaram a ser
Повторяем попытку...
Доступные форматы для скачивания:
Скачать видео
-
Информация по загрузке: