O Irã que eu vi, com Carlos Alberto Mattos | Podcast do Conde
Автор: Canal do Conde
Загружено: 2023-05-16
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"Estou de volta de uma das viagens mais compensadoras que já fiz. Li muito e vi dezenas de filmes e vídeos como preparação para minha visita ao Irã. Até certo ponto, não me surpreendi com o que encontrei. Em sua maior parte, tudo confirmou o que já esperava: a beleza da arquitetura e da decoração persas, a escala grandiosa das construções, a hospitalidade do povo, o calor, o trânsito indisciplinado e a prevalência das leis religiosas sobre a vida social.
(...)
Desde a Revolução Islâmica, em 1979, os grandes investimentos feitos pela dinastia Pahlavi para se ombrear com os reinos passados do Império Persa se voltaram para a construção ou ampliação de mesquitas, santuários e demais instalações religiosas. Sob o pretexto de ascender os espíritos dos fiéis a altas instâncias, tudo é imenso, pesado, um tanto opressivo e sobrecarregado de cascatas de estuques, pinturas, mosaicos de espelhos e lustres imensos. As cores prata, verde e vermelho sobressaem, replicando os tons do Islã e da bandeira iraniana.
Massa nas proporções e leveza na decoração me pareceu o binômio predominante. Beleza e magnitude para manter o status do Islã como parâmetro de tudo, ao menos na aparência.
No mês do Ramadã, por exemplo, é cada vez menor o número de muçulmanos que cumprem o jejum total até o pôr do sol. Em geral, procuram se encaixar em exceções permitidas, como doença e viagem. Viajar no Ramadã tornou-se de lei para fugir da fome e da sede compulsórias. À exceção dos hotéis e de alguns restaurantes, os milhões de lojinhas de comida e fast food mantêm as portas abertas e uma cortina na entrada. Se você afastar a cortina e perguntar por um cheeseburger ao meio-dia, eles prontamente lhe mandam entrar." (Carlos Alberto Mattos)
https://carmattos.com/2023/05/01/o-ir...
Carlos Alberto Mattos é jornalista, escritor, pesquisador e crítico de cinema desde 1978. Escreveu para Tribuna da Imprensa, IstoÉ, O Pasquim, Jornal do Brasil, Estadão, O Globo e editou o DocBlog, sobre a produção de documentários. Foi presidente da Associação de Críticos de Cinema do Rio de Janeiro e participou do júri da crítica nos festivais de Veneza, Berlim, Moscou e Amsterdã, entre outros. É autor de diversas obras, entre elas Sete Faces de Eduardo Coutinho (Boitempo/Itaú Cultural/IMS, 2019), Cinema de fato: anotações sobre documentário (Jaguatirica, 2016), Walter Lima Jr.: viver cinema (Casa da Palavra, 2002), Maurice Capovilla: a imagem crítica (Coleção Aplauso, Imprensa Oficial do Estado SP, 2006) e Vladimir Carvalho: pedras na lua e pelejas no planalto (Coleção Aplauso. Imprensa Oficial do Estado de SP, 2008). Edita o blog carmattos.
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