VERBO SOLTO: “Labirinto”, de Jorge Luis Borges
Автор: VERBO SOLTO LITERATURA
Загружено: 2020-03-10
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“Labirinto” faz parte do “Elogio de la sombra”, de 1969, quinto livro de poemas de Jorge Luis Borges. O labirinto é um dos símbolos mais presentes na obra do poeta, onde, por vezes, é o como o tempo, infinito, outras, é o universo, “não há porta, nem entrada, nem saída”.
O universo borgeano é onírico e fantástico, rendendo-lhe o título de pai da literatura fantástica latino americana e, sem dúvida, um dos autores mais destacados da literatura do século XX. Borges lembra que as palavras criar e inventar são sinônimas. Assim, valeu-se da sátira para escrever ensaios sobre livros nunca escritos e biografias de autores que jamais existiram, em livros que conversam com livros, onde, por vezes, é narrador e personagem.
Este poema de Borges foi selecionado por nosso querido convidado Tunico Amâncio, professor e pesquisador de cinema e audiovisual, na UFF:
Labirinto
Jorge Luis Borges
Nunca haverá uma porta, e te achas dentro
e esse alcáçar abarca o universo
e não tem nem anverso nem reverso
nem muro extremo nem secreto centro.
Não cuides que o rigor do teu caminho
que tenazmente se bifurca em outro
que tenazmente se bifurca em outro
terá fim. É de ferro teu destino
como o juiz. Não penses na investida
do touro que é um homem, cuja estranha
forma plural dá horror a esta maranha
de interminável pedra entretecida.
Não, não existe. Nem se quer esperes
a fera no negrume do crepúsculo.
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