"Sargento Getúlio" - longa-metragem dirigido por Hermano Penna em 1978
Автор: Terra do Sol
Загружено: 2022-06-25
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Sinopse: O sargento Getúlio e o motorista Amaro viajam em missão para transportar um preso político de Paulo Afonso (BA) até Aracaju (SE). Durante o trajeto, a situação política se altera, e o sargento recebe ordens para libertar o prisioneiro. Desconfiado, ele decide prosseguir com a missão, transformando-se em inimigo da própria ordem que deveria cumprir. Perseguido e sentindo-se traído, Getúlio passa a ver no cumprimento da tarefa a única razão de sua existência. Lutando contra tudo e todos, segue viagem até avistar Aracaju, a partir da Barra dos Coqueiros.
País: Brasil
Ano: 1978 - 1983
Duração: 90 minutos
Direção: Hermano Penna
Montagem: Laércio Silva
Produção: Carlos Augusto Oliveira; Walter Carvalho Corrêa; Christiano André Magini; Hermano Penna; José Amâncio
Companhias produtoras: Blimp Film; Luz XXI Cine Vídeo; Embrafilme – Empresa Brasileira de Filmes
Roteiro: Hermano Penna; Flávio Porto
Fotografia: Walter Carvalho
Música: José Luiz Penna; Tiago Araripe; Paulinho Costa
Som: Dorival Chagas
Elenco: Lima Duarte; Fernando Bezerra; Orlando Vieira; Flávio Porto
A época é 1949. O Sargento da Polícia Militar Getúlio Santos Bezerra (Lima Duarte), a serviço do PSD, recebe a missão de escoltar um prisioneiro e inimigo político de seu patrão, tido como subversivo (Fernando Bezerra), da cidade de Paulo Afonso (Bahia) até Aracaju, atravessando as estradas de Sergipe, junto com seu amigo e motorista Amaro (Orlando Vieira). Getúlio fala sem parar, emenda um pensamento no outro, confunde o espectador, mas segundo seu pensamento é para não dormir e, assim, manter os olhos bem abertos em seu prisioneiro. No meio do caminho algo acontece: vem uma ordem de seu chefe que o panorama político mudou (leia-se: a notícia se espalhou e as cabeças dos grandes vão rolar). Getúlio deve soltar seu prisioneiro e esquecer o ocorrido. Ele ignora a ordem e, na melhor síntese da frase “missão dada, é missão cumprida !”, resolve, por conta própria, levar seu prisioneiro até o seu destino, independente das forças que lhe atravessem o caminho, mesmo isto que custe sua vida. Getúlio, aos poucos, revela o seu lado obscuro e obstinado, beirando quase a loucura. Mesmo compreendendo as novas ordens, ele resolve fazer o que julga certo.
Sargento Getúlio foi extraído do romance “Memórias do Sargento Getúlio” de João Ubaldo Ribeiro. Getúlio é um homem com pouca capacidade de discernimento. Odeia seu prisioneiro e só não o executa devido seus princípios, que são cumprir o que lhe fora inicialmente pedido: entregar o prisioneiro até Aracaju e, agora, tomar satisfações com seu chefe que mudara de ideia. Mas isso não impede que o sargento resolva torturar de forma cruel seu prisioneiro quando este lhe desagrada. Seja psicologicamente, descrevendo as diversas maneiras que conhece de causar dor ou mutilação, seja na prática fazendo o que considera justiça quando o prisioneiro se envolve com a filha de um fazendeiro, que lhe acolhera, chamado Nestor.
Getúlio revela-se ao longo do filme um matador, com mais de 20 mortes nas costas, apesar de se dizer político. Na verdade é um soldado profissional. Em determinada cena é cercado em uma fazenda e, junto com Amaro e o grupo de seu Nestor, resolve que não entregará o prisioneiro. O Tenente (Antônio Leite) que lhe traz as ordens e vem com um destacamento, mas não impressiona Getúlio que saca seu revolver e parte para o confronto. A conclusão é terrível: Getúlio luta com o tenente e lhe decapita. Sua atitude não lhe assusta e não entende porque tamanho alarde com uma cabeça cortada. O sargento é um homem sofrido e embrutecido pela violência. O que lhe incomoda são as mudanças que ocorrem no mundo ou na sua realidade cotidiana. Mudar significa refletir e Getúlio não gosta de refletir. Gosta das coisas imutáveis, para que sua cabeça “não doa”. Agora Getúlio será caçado, levando seu prisioneiro ensanguentado e sem forças à pé pelas estradas e matas do norte da Bahia.
"Sargento Getúlio" foi escolhido pelo Banco do Nordeste, através do Prêmio José Lima Rego, o melhor romance nordestino publicado nos últimos 30 anos, recebendo um prêmio de 1 milhão na época.
A direção foi de Hermano Penna, que também acumulou as funções de produtor e roteirista (este último junto com Flávio Porto). Penna também foi roteirista do Filme Iracema – Uma Transa Amazônica (1974).
Orlando Viera que fez o papel de Amaro, trabalhava, na época das filmagens , com funcionário do DNER de Aracaju e tinha feito uma ponta no filme de Ipojuca Pontes, O Filho Pródigo.
Ganhador no Festival de Gramado, de 1983, como Melhor Filme, Melhor Ator, Melhor Ator Coadjuvante, Melhor Som Direto (Mario Masetti)
Prêmio Especial do Juri -Novo Cinema Latino Americano de Havana.
Prêmio Leopardo de Bronze no festival de Locardo.
No filme há referências a Hamlet, Shakespeare e Don Quixote adaptadas a linguagem do Sertão.
Esta publicação é totalmente para fins educativos, não contendo nenhum objetivo de lucro.
✡Rony Kely Marques [email protected]
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