O Que Nunca Te Falaram Sobre o Maranhão
Автор: Mapa Conecta
Загружено: 2026-02-09
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Quando a gente olha os números oficiais do Brasil, um padrão sempre se repete:
o Maranhão aparece entre os estados mais pobres do país.
Mas nem sempre foi assim — e é exatamente aí que a história começa a ficar interessante.
Segundo dados recentes do IBGE, o Maranhão registrou, em dois mil e vinte e três, o menor Produto Interno Bruto per capita do Brasil, em torno de vinte e dois mil reais por pessoa ao ano. Para efeito de comparação, a média nacional ultrapassou cinquenta e três mil reais por habitante. A diferença é enorme — e ela não surgiu do nada.
Se a gente voltar no tempo, o Maranhão já foi um dos territórios mais importantes da economia colonial brasileira. Nos séculos dezessete e dezoito, o estado chegou a ser um grande produtor de algodão e arroz, produtos extremamente valorizados no mercado internacional. Durante um período, o algodão maranhense era exportado diretamente para a Europa, especialmente para a Inglaterra, que vivia a Revolução Industrial.
Ou seja: o Maranhão já esteve integrado ao comércio global.
O problema é que esse modelo econômico era profundamente desigual. A riqueza ficava concentrada nas mãos de poucos grandes proprietários de terra, enquanto a maior parte da população vivia à margem, sem acesso à educação, renda ou poder político. Quando o ciclo do algodão entrou em declínio e outras regiões do Brasil passaram a liderar a economia — como São Paulo com o café — o Maranhão não conseguiu se reinventar.
E esse foi um ponto de virada.
Enquanto outras regiões usaram seus ciclos econômicos para investir em infraestrutura, indústria e educação, o Maranhão permaneceu preso a um modelo primário, baseado na exploração da terra e na concentração fundiária. O resultado foi um atraso estrutural que atravessou o Império, a República e chegou ao século vinte praticamente intacto.
Esse atraso aparece claramente nos dados atuais.
Levantamentos mostram que quatro dos cinco municípios com menor PIB per capita do Brasil estão no Maranhão, com valores anuais em torno de sete a oito mil reais por pessoa. Isso não é apenas um número frio — é o reflexo direto de uma economia pouco diversificada e de décadas de baixo investimento em capital humano.
Até pouco tempo atrás, mais da metade da população maranhense vivia abaixo da linha da pobreza. Estudos baseados em pesquisas domiciliares indicam que cerca de cinquenta e sete por cento da população estava nessa condição, um percentual muito acima da média brasileira.
Nos últimos anos, é verdade, houve avanços. Dados oficiais indicam que mais de quinhentas mil pessoas deixaram a pobreza e a extrema pobreza, e o rendimento médio domiciliar per capita alcançou o maior valor da série histórica, em torno de mil e setenta e oito reais por mês. Ainda assim, esse valor representa pouco mais da metade da média nacional.
E aqui entra outra contradição histórica.
Hoje, o Maranhão abriga um dos portos mais estratégicos do Brasil, participa do escoamento de minérios, grãos e energia, e movimenta bilhões de reais em exportações todos os anos. Mas essa riqueza quase nunca se transforma em desenvolvimento local. Ela passa pelo estado, mas não permanece nele.
Esse padrão não é novo.
Ele é a continuação de um modelo que começou lá atrás, ainda no período colonial: produzir muito, concentrar renda e distribuir pouco. #maranhão #mapas #mapas
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